domingo, 2 de setembro de 2012

Rosa dos ventos




Rosa dos ventos

"De instantes ventos das rosas restantes
Tantos abraços amantes que em memória me aliviam
Escapo-me dos momentos degradantes
nessa paz de palavras que me acariciam

Ah! Como eu queria pegar o tempo
e soltar o verbo da minh'alma
Guarda-lo para sempre nesse exato momento
e construir agora uma nova estrada

Correr, voar, sonhar e lutar
Pelo que ainda não é meu,
E que anseio em alcançar.

gire rosa dos ventos,gire.
espalhe os meus sentimentos
e não me deixe nunca esperar,cansar, afundar e deixar de sonhar..."

quinta-feira, 16 de agosto de 2012


Conto,*Ibiajara.
Ibiajara - Senhor do planalto, cavaleiro do planalto em tupi.

De repente, um movimento, os olhos se abrem e aos poucos a consciência volta, num suspiro aliviado Jaci pergunta se esta tudo bem novamente.
Ainda atordoado com a queda e preocupado diz:
 “Não consigo mexer a perna, dói muito, preciso de um medico, e urgente!”
“-O medico vem toda quarta feira pra cidade, não temos um medico fixo, o senhor pode esperar até a semana que vem, ou então... “
“Ou então o que?”
“Hoje a noite é de lua minguante, o Cavaleiro vem!”
“Cavaleiro? Que cavaleiro?“
“Os nativos o chamam de Ibiajara, ele é um curador que mora sozinha na floresta, exímio conhecedor de toda a natureza, e dizem que ele tem contato direto com o Criador de tudo.”
“Curador? Contato direto com o Criador?” indagava em pensamentos todas àquelas palavras, mas enquanto isso o nó da dor fazia com que tivesse que pensar rápido, afinal, poderia ter complicações posteriores e levar sequelas para o resto da vida.
“E você poderia me levar até ele ?”
“Levar-te-ei até a montanha próxima ao rio Jurema ao sudeste, ele aparecerá lá no mesmo horário de todas as semanas, para curar os enfermos, tanto de saúde mental, quanto física”.
E às dez horas da noite por entre as florestas ouviu-se o galope de um cavalo e aos poucos entre a neblina fina foi surgindo um vulto, misterioso e intimidador, cada vez mais perto, passo a passo começa a definir-se os detalhes, Chapéu e botas de couro, um cavalo negro, com as crinas tão longas quanto às cachoeiras locais, olhos escondidos atrás do chapéu.
Desceu do cavalo ao lado da fogueira, que naquele momento era a única fonte de luz naquela montanha.
Após uma conversa longa numa língua desconhecia entre Jaci e o Cavaleiro, Julio encostado em uma arvore ainda com fortes dores e com certo receio sobre tudo, observa aquela peculiar cena que aos poucos o amedrontava.
O Cavaleiro se vira de frente para Julio,
Na fogueira refletida em seus olhos ele via até coisas do outro mundo.
Com uma mão segurando algumas folhagens sobre a perna machucada, resmungava algumas palavras.
Naquele mesmo instante, bateu uma zonzeira, tudo girou, Julio caiu desmaiado.
Abre os olhos e já esta é dia, deitado no seu quarto, e as dores sumiram.
“Não é possível, como ele conseguiu aquilo? ontem mesmo eu poderia jurar que estava com uma lesão grave!”
Levanta e anda de um lado para o outro do quarto, ergue a perna, acredita, desacredita, abaixa a perna, acredita de novo, e não sabe o que pensar, confuso, desce para a recepção agradecer Jaci, e pergunta como foi parar La, pois não se lembrava de nada após o desmaio.
“O poder dele é muito forte, e em casos graves a pessoa permanece em repouso mesmo, alguns chegam a ficar dias e dias assim, logo após seu desmaio, trouxe-lhe aqui. “
“MUITO OBRIGADO, NÃO TENHO COMO LHE AGRADECER” explana o viajante.
E aos poucos a cidade agora tão acolhedora vai sumindo pelo retrovisor do carro, Julio segue sua viagem.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A busca


A busca

"Conivente dos proprios desejos,
contra a ausencia da natureza do bem
D'um egoismo transcedente,sem bocejos
Destinando à "fugere urbem"

Se assim nascemos,na ansiedade
Porque então,com tanto fulgor
atravessou a faca em meu coração
e me fizeste ver a realidade

Como no final da humanidade,
senti que do bem, não tem ninguem
não há nada, apenas eu em busca de uma felicidade

Ao saber de todo pecado existente
procuro algo que não se vê
apenas imaginando, d'alma tão dolente..."




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ultima Estrela





"Fui me afogando em você
Cegaram-me as palavras
que corriam sobre o seu corpo
Fazendo seu labio estremecer

Tanta areia nos olhos me jogaste
as lagrimas que não me deixavam ver-te,
afundavam-me levantando teu haste

Ja imaginando o quanto me faria sofrer
Aqueles olhos que morreriam por voce
Hoje esta vagando na estrela do amanhecer

Palpita o vulgar perfume em minha memoria,
e o cadaver da lembrança
de quem tentou ser feliz em outrora."

Robson Araujo

sábado, 19 de novembro de 2011

As fotos






A vida as vezes deixa marcas, e as pessoas, por quererem "fugir"
dos sentimentos que as fizeram mal, acabam por completar todo seu conteúdo
com realizações profissionais,e "quase pessoais"e guiam-se pelas razões , fiz esse texto pensando nelas...


As Fotos

"Troca-se as fotos por formulas
a vida por um motivo, e a memoria por uma razão
Vive-se a vida por uma garrafa
o medo por uma ameaça, e a incerteza,
que segue no coração

Invertem-se as cenas,
a cortina desce e segue outra prece
ajusta-se as antenas, e tudo acontece

Displiscencia de ideias desagregadas,
Emanescencia de prosas calejadas
Exaustão da inebriante vida sonhada

Reforma-se os amores,
lacra-se o coração e pronto,
Sobre espaço pra dor em algum canto?.. "

sábado, 8 de outubro de 2011

Capitulo 1

Primeira pagina do capitulo um, do livro que estou escrevendo, uma historia que se passa nos dias atuais, sobre um cara que perdeu tudo que tinha, e já não sabe mais discernir o que é realidade..




Capitulo 1

O BAR

Sexta-feira, chuvosa, fria e tenebrosa, Julio sentado no mesmo bar com que frequentara há meses, um lugar rústico, balcão de madeira, as luzes não eram muito eficientes, e umas mesas dispostas de formas aleatórias; visto que não era muito movimentado, os clientes entravam mais para comprar bebidas e levar do que propriamente para beber ali. O dono era um senhorzinho que usava um bigode que não o deixava esconder que era de descendência portuguesa, mas não muito simpático, também não é por menos, Cinesol, é uma cidade de aproximadamente seiscentos mil habitantes, tinha muita violência, o bar já fora assaltado diversas vezes, o que o deixava sempre com um pé atrás de todo cliente que entrava.
Já era uma e meia da madrugada, Julio estava sentado ali desde as vinte e três horas, com seu olhar misterioso e intimidador, tomando sozinho seu uísque, e pensando na vida; Vida essa que não o tinha poupado dores e sofrimentos tinha perdido sua esposa há pouco tempo, num acidente de carro, afastara-se do emprego, vivia sozinho, não tinha muitos amigos, pra ser mais preciso apenas alguns colegas, agora anda embriagado, não sabe se a lua se foi, ou se o Sol que chegava.
Um carro para em frente ao bar, desce um rapaz e duas moças, ambos caminham em direção ao bar e entram, Julio com olhar de soslaio, sorrateiro,pensa “ esse rosto me parece familiar“ continua olhando.
O rapaz passa e o ignora, vai até o balcão; Uma das moças pede para ir ao banheiro, o rapaz pede uma garrafa de vinho e algumas latas de cerveja, enquanto exaltavam-se falando sobre uma festa que pretendiam ir perto de um lago um tanto quanto longe da cidade, estavam empolgados para a festa, bem arrumados e não paravam de falar.
Após certo tempo disfarçadamente olhando o rapaz, Julio notou uma semelhança incrível entre eles, parecia estar se olhando no espelho, é como se ele tivesse um irmão gêmeo e não soubesse, não era possível que alguém pudesse ser tão parecido, e pensou que provavelmente o dono do bar tinha notado o mesmo, pois tinha o apontado com os olhos enquanto perguntava algo ao rapaz.
A moça voltou do banheiro os três se reuniram, olharam para ele, e foram embora.
Após algumas bebidas a mais ainda pensava "Não é possível que eu esteja tão bêbado assim" confuso e inquieto.
Mas logo estava de saída, ao caminhar ate o balcão para pagar a conta perguntou ao português:
-Quem eram eles? Nunca os vi por aqui
Ele fez sinal, como se não soubesse do que Julio falava, e completou__________________________________________

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A vida

"Abruptamente, ouço sua voz,
num lirismo de uma pluralidade esquecida,
lembro de nós,
eu e alguem que ja foi, aquela petala amanhecida,
e a felicidade se torna, nada menos que constante,
lembro de quem eu sou, e torno-me mas feliz que antes


Situo-me no futuro,presenciando o agora
Desencadeio a multifacetada vida
subsidiando meus sentimentos de outrora


acentuei minha identidade,
aguas puras, cristalinas
aumentaram meu repudiado medo
cheguei quase a um coplexo de visibilidade

Encaro de frente, me apaixono como inocente
por diversos casos enlouquentes
É uma carreira sofrida essa vida,
Sucinta de tristes felicidades quase não vividas..."